11 terça-feira , agosto , 2020
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Em dia de tempestade, garoa dá saudade.

Nunca, nos últimos tempos se ouviu falar tanto em pensar no Brasil, como forma de gerar crescimento, fazer uma reengenharia administrativa e promover uma contenção de gastos. Tivemos uma presidente deposta porque gastou além do permitido e temos um candidato a presidente que diz dará fim ao sindicalismo porque concede muitos direitos aos trabalhadores impossibilitando a sobrevivência das empresas.

Melhor ouvir tudo isso que ser surdo.

No julgamento da ADIN que tratava da Contribuição Sindical, mais do que um Ministro do STF, afirmou que o Brasil tem um exagero no número de Sindicatos e que eram inoperantes, trabalhavam pouco pelo Trabalhador e eram financiados pelo Estado.

Falácias!

Essas contradições a cada dia que passa vão sutilmente aparecendo e tentando escamotear a verdade, deixam as entidades sindicais que defendem o Trabalho fragilizadas quando retiram o seu custeio obrigatório e mantém a obrigação da prestação de serviços previstas em lei.

Esta semana ficou patente do porquê de tantas malvadezas com o sindicalismo laboral, já que o patronal conseguiu meios de sustentabilidade, por ações do Congresso e do Executivo.

Tudo já se alinhava quando, em debate curto e “estremamente” justificável, surge da cartola a possibilidade de um aumento salarial por votação no plenário do STF, sim são eles decidindo por eles.

E, foram conferidos os sofridos 16,5% de aumento, que refletirá em todo o Judiciário, Legislativo e no Executivo. Deve ter sido um árduo e penoso debate, sempre visando “pensar no Brasil”.

O rombo previsto da grandeza de 46 bilhões, em razão do efeito cascata que o aumento do Salário dos Ministros do STF, colocará um fim no desemprego, no saneamento básico, nas estradas que transportam o agro-negócio, na carcomida Educação, Saúde, Segurança Pública entre outros?

Até quando o povo brasileiro aguentará tal situação?

Quanto ao Judiciário há pouco a fazer, já quanto ao Executivo e o Legislativo, em breve será a vez do povo escolher o caminho que quer seguir.

Oswaldo Augusto de Barros – CNTEEC