22 segunda-feira , outubro , 2018
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Apocalipse

Apocalipse

Talvez estejamos presenciando o fim dos tempos, em razão de vários motivos estamos vivendo um período repleto de catástrofes para o povo Brasileiro, que pacientemente assiste e de forma extasiada, nada consegue responder.

A mídia cooptada, entra como fator de informação conveniente, e ao acreditar que tudo vai melhorar, a cada dia “ajuda” a nos deixar menos informados.

A CLT incendiada, desampara o Trabalhador e, ao contrário do alardeado aos quatro ventos, não estimulou a criação de novas vagas. Mais de 70 anos de luta foram jogados fora.

A Terceirização, com a análise da Suprema Corte é fonte de amparo para legalmente precarizar as categorias profissionais, em mais de 30 anos de resistência nos tribunais.

Ter memória é poder recordar e, nem isso mais se preserva, assistiu-se pelo noticiário a destruição de mais de 200 anos de história.

Após seis horas de chamas, os bombeiros controlaram por volta das 2h da madrugada desta segunda-feira (3) o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio de Janeiro. Centro de Estudos e de visitação, sofre o desmando de uma Administração que fixou limites para os gastos, e não poupou esforços para dar vantagens a quem apoiou o desmanche de tudo que assistimos de um governo que não administrou, se fez servil a quem apoiou sua ascensão ao Poder.

Com um prejuízo cultural incalculável, investigações e desculpas não trarão de volta os 90% do acervo perdido para sempre, muito menos aliviarão a dor de sua extinção. País sem memória é um país sem alma e sem sentimento.

O luto que nos invade é o êxtase do desmando que vivemos, quiçá este é o apocalipse.

Por: Oswaldo Augusto de Barros – CNTEEC