20 sexta-feira , setembro , 2019
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Dois milhões de brasileiros estão mais pobres, em um ano, segundo IBGE

Dois milhões de brasileiros estão mais pobres, em um ano, segundo IBGE

De acordo com pesquisa divulgada pelo IBGE, em 5 de dezembro, em um ano aumentou em 2 milhões os brasileiros que vivem na linha da pobreza. O índice que era 25,7% em 2016 passou a 26,5% em 2017. Significa que o número de pessoas que sobrevivem com R$406,00 por mês passou de 52,8 milhões para 54,8 milhões.

O IBGE calculou o percentual de domicílios com renda per capita de US$5,5 por dia, cerca de R$406 por mês, conforme os critérios do Banco Mundial para a linha de pobreza; e para a linha de extrema pobreza, US$1,90 por dia, cerca de R$140 por mês.

De acordo com o IBGE o problema maior foi o aumento da extrema pobreza em todas as regiões. No Centro-Oeste e no Sul o número de pessoas extremamente pobres cresceu 24% e 20%, respectivamente. O Centro-Oeste tinha cerca de 460 mil pessoas em situação de extrema pobreza em 2016; e em 2017 eram cerca de 570 mil. Enquanto no Sul o aumento foi de 710 mil para 855 mil.

Também chama a atenção o avanço da pobreza e da extrema pobreza entre pessoas com mais de 60 anos. A pobreza entre idosos cresceu 8,6%, enquanto a extrema pobreza cresceu 23%. Porém, mesmo assim, a parcela de idosos pobres e extremamente pobres segue relativamente baixa: 8% e 1,7%, respectivamente. É a faixa etária menos afetada.

Foi detectado que o Brasil tem 15 estados com percentual de população em extrema pobreza que supera a média nacional, destacando mais negativos o Maranhão (54,1%) e Alagoas (48,9%). Apresentaram os menores percentuais Santa Catarina (8,5%) e Rio Grande do Sul (13,5%).

Os dados mostram que a baixa renda afeta mais alguns grupos. Por exemplo, 43% das crianças entre 0 e 14 anos estão abaixo da linha da pobreza. Justamente essa faixa etária está mais vulnerável, segundo a pesquisa, pois é a mais privada de condições de moradia, de saneamento básico e de proteção social.

Por Maria Augusta