22 sexta-feira , março , 2019
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Feliz Ano Novo!

Feliz Ano Novo!

Ainda anestesiado, ou de ressaca do “porre” da última sexta-feira, o que nos resta é dizer “Feliz Ano Novo”, aliás, o povo brasileiro acostumou-se a dar pouca atenção ao que acontece antes do carnaval, e brinca com esse jargão.

Mais um carnaval que chega e somos “surpreendidos” com alguma manobra para tentar sufocar o sistema Confederativo. No carnaval de 2017 foi a decisão sobre a Contribuição Assistencial, em 2019 é a MP 873.

O que tivemos nesse vácuo temporal de 2019: a posse de um presidente da República e o aparecimento de um Laranjal em seu Partido; Ministros desautorizados; Ministros que caem; Lula menos livre, sendo novamente condenado; inexistência de um propulsor na economia brasileira; Medidas Provisórias que prejudicam aos Idosos e extirpam o pouco que ainda sobrou do Movimento Sindical Brasileiro.

E quanto as tragédias: Brumadinho de cidade Turística a paraíso de mortos e escombros; o muro de Trump que não tem alicerce, Theresa May sofre derrota na saída da União Europeia e Maduro que ainda não caiu e Guaidó, viva a Venezuela!

E, na última sexta-feira, a demonstração do ódio, medo e talvez desconhecimento – #sqn – ou ainda má-fé, levaram ao surgimento da MP 873.

Ódio por atacar indistintamente ao Movimento Sindical Brasileiro, quando sua ira, cantada em verso e prosa em seus comentários, é contra as Centrais Sindicais e o Partido dos Trabalhadores. Que se faz necessário lembrar, não fazem parte do Sistema Confederativo.

O sistema não é vermelho.

Ao classificar como ódio, justifico dizendo que, ao fazer indistintamente um cerceamento de arrecadação aos sindicatos, dá o direito de que cada cidadão de escolher qual o Imposto deve recolher. Sei que é uma ilação, entretanto, fica claro que, estando o Movimento Sindical sem recursos, o que surgirá no lugar serão os pseudosindicatos, clandestinos, ilegais, momentâneos, que disporão de impulso popular nos moldes da “Greve dos Caminhoneiros”, onde os interlocutores eram alterados a bel prazer, sem nenhum vínculo com o sistema sindical, acarretando o caos que assistimos pela TV e vivenciamos na pele.

E quanto ao medo, porque será que ao invés de ter a preocupação de governar e impulsionar a Economia, tenta atingir quem defende os trabalhadores? Porque, mais uma vez, o lado fraco da relação Capital x Trabalho é o vilão? Porque o Governo esconde que, a vida do trabalhador é negociada entre sindicato de Trabalhadores e de Empresários? Será que tão difícil de entender que é dessa negociação que surge o equilíbrio? Querer acabar com os pares que negociam irá fortalecer a Economia?

Afinal, é Ano Novo e só nos resta dizer, FELIZ ANO NOVO, sejam bem-vindos a 2019!

Oswaldo Augusto de Barros – CNTEEC – FEPAAE – FST