17 segunda-feira , junho , 2019
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Onde será que estamos errando?

Onde será que estamos errando?

Dentre as tantas tragédias que vivenciamos em nosso país nos últimos dias, nada é tão desanimador quanto à ocorrida em uma escola da cidade de Suzano/SP.

Não dava para acreditar no noticiário, sabe porquê? “isso não acontece no Brasil!”, foi o que sempre ouvimos.

Hoje, vendo a aflição dos que choram à frente dos caixões dos seus entes queridos, sentimos a dor imensa da perda daqueles que buscavam o saber no ambiente escolar.

Análise simplista citando este ou aquele político como estímulo ao uso de armas, não é a melhor forma de se analisar a questão.

Hoje choramos vidas. Vidas tiradas por uma paranoia crescente que a cada dia estimula o individualismo.

Para as famílias, parentes e amigos a dor da perda, para os profissionais de Educação a dúvida. O que gera tal destruição?

Dialoga-se pouco, o coletivo é substituído pelas redes sociais, as atividades lúdicas pelos jogos virtuais e a Família divorcia-se da Escola, que passou a assumir o papel formativo muito além do de simplesmente ensinar.

É necessário rever conceitos, princípios, métodos e até posturas, sob pena, de em futuro próximo, tragédias como essa serem apenas mais uma notícia de jornal.

Oswaldo Augusto de Barros CNTEEC – FEPAAE – FST