6 quinta-feira , agosto , 2020
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Quando o desmentido esclarece a mentira

Quando o desmentido esclarece a mentira

Confesso que torci para ser mentira o que as redes sociais, no final de semana bombardearam como sendo o ato mais anti-democrático deste neo-governo, a convocação por parte do presidente da República de uma mobilização onde o mote seria o fechamento dos poderes constituídos, Congresso e STF.

Até o último momento, esperei que um esclarecimento, uma fala ou até os temerários depoimentos ao pé da mangueira, mas essa mangueira atravessou o samba, o sinal e até o bom senso.

O depoimento houve e a confirmação se deu de forma mais grotesca e dissimulada possível, impossível de ser defendida até mesmo por seu staff militar.

“Tenho 35 milhões de seguidores em minhas mídias sociais (facebook, instagram, youtube e twitter), onde mantenho intensa agenda de notícias não divulgadas por parte da imprensa tradicional. Já no whatsapp tenho algumas poucas dezenas de amigos onde, de forma reservada, trocamos mensagens de cunho pessoal.”

Deprimente que, um cidadão que em seu discurso diga amar sua pátria e pelas alcovas busca o poder sem regras ou normas, mas somente em mensagens de cunho pessoal a poucas dezenas de amigos.

Ulisses Guimarães, quando da promulgação da Constituição Federal de 1988, deixou claro em sua fala que “A constituição não é perfeita, discordar sim, divergir sim, descumprir jamais.

Na cerimônia de posse o senhor presidente jura cumprir a Constituição Federal, respeitar a independência dos Poderes e governar com isenção.

Preocupante tudo o que está acontecendo. Triste ver destruído o que levou anos em sua construção e as promessas serem falseadas como são as ideias do nosso maior mandatário.

Neste momento, calar seria concordar, melhor gritar enquanto ainda
podemos falar, sob pena de no silencia, termos o retorno das trevas.

Oswaldo Augusto de Barros
CNTEEC – FEPAAE – FST