7 domingo , março , 2021
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Mas, é Carnaval!

Mas, é Carnaval!

Entre o desmando e a incompetência, faltam vacinas e sobram remédios sem eficácia e, nada de previsão ou maiores chances de novas vacinas e o senhor Ministro da Saúde diz que a vacinação será concluída no segundo semestre de 2021.

A tal de Cloroquina é fabricada e distribuída pelo Exército para o combate da COVID-19 ao custo de mais de 1.5 mi, sem qualquer comprovação de eficácia e a Economia afirma que só há chance e crescimento caso tenhamos um número máximo de vacinas aplicadas na população.

No confronto do Senado, ministro é cobrado por aliado, senador do Amazonas, e o desencontro de informações prestadas, não convencem. A responsabilização é latente. Triste realidade de seu estado onde uma variante da Covid age agressivamente e a ausência de Oxigênio caracteriza-se como irresponsabilidade Federal, palavras do próprio parlamentar.

A média diária de mortes, não é inferior a mil brasileiros, e a demora na imunização acendem sinal de alerta para se atingir o ocorrido na América do Norte.

Pesquisas daqui e dos EUA, indicam que a grande maioria (cerca de 63%) das mortes ocorrem com famílias de baixa renda.

Que mundo está sendo construído?

O Distrito Federal, Porto Velho, Boa Vista e Maceió, citando apenas as capitais, mantiveram o feriado de Carnaval. Rádios em seus matutinos estimularam que a população cansada de ficar em casa, a viajar e se divertir.

Distanciamento, cuidados higiênicos com as mãos e olhos, vacinação, uso de máscaras são apenas detalhes. Dá a nítida impressão de que tudo voltou à normalidade e não é o novo normal.

A lição de Manaus não ecoou no Brasil Tupiniquim e a redução dos leitos federais nos Estados, sob a desculpa de falta de planejamento anterior, mostram a imaturidade reinante por todos os setores.

Aos comprometidos, mantenham os cuidados. Mãos contaminadas, levam o vírus à boca e aos olhos. Distanciamento é arma para conter a contaminação aérea. A máscara está comprovada como a melhor barreira para impedir sua entrada pelas vias aéreas. (Hoje há quem defenda duas máscaras ao mesmo tempo).

É você que deve optar entre a vida e a diversão. A manutenção do distanciamento responsável ou o abraço de urso. O uso ou não de máscaras em contato com grupos de pessoas e locais fechados a descuidar dos cuidados com as mãos.

Carnaval é festa de alegria, não é prenúncio de Funeral.

Oswaldo Augusto de Barros – CNTEEC – FEPPAAE – FST